Arena Pará - notícias do futebol paraense
Compartilhar

Paysandu atropela o Anápolis, vira a final e conquista o hexacampeonato da Copa Verde

Papão transforma o Mangueirão em caldeirão, goleia por 4 a 0 e amplia sua hegemonia como maior campeão da competição

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Jogadores do Paysandu título da Copa Verde 2026 no Mangueirão

Foto: Jorge Luís Totti/Paysandu

O Mangueirão testemunhou mais uma noite para entrar na história do Paysandu. Quando a bola rolou, o Papão precisava reverter uma desvantagem de dois gols contra o Anápolis. Noventa minutos depois, o que se viu foi uma demonstração de força, personalidade e imposição de um time que parece ter feito da Copa Verde a sua casa.

Empurrado por uma multidão bicolor, o Paysandu goleou o Anápolis por 4 a 0 na noite deste domingo (7) e conquistou o hexacampeonato da Copa Verde. Uma virada construída com autoridade, suor e futebol.

O maior campeão do torneio acaba de ficar ainda mais distante dos concorrentes.

Um Mangueirão que acreditou do início ao fim

Poucas vezes o estádio pareceu tão conectado ao time quanto nesta decisão.

Desde os primeiros minutos, o Paysandu jogou como quem sabia exatamente o que precisava fazer.

Não havia espaço para ansiedade. Não havia desespero.

Havia pressão.

Havia intensidade.

Havia um time disposto a transformar uma missão difícil em uma noite histórica.

Antes dos cinco minutos, o Papão já havia criado três oportunidades claras de gol, mostrando que a derrota em Goiás tinha ficado para trás.

Kleiton acende o pavio da remontada

O gol que a torcida tanto esperava chegou aos 40 minutos do primeiro tempo.

Marcinho encontrou Kleiton Pego, o atacante dominou e bateu firme para vencer Ravel.

O grito preso na garganta explodiu no Mangueirão.

A vantagem construída pelo Anápolis começava a desmoronar.

Castro coloca fogo na decisão

O segundo tempo começou exatamente como o primeiro terminou: com o Paysandu atacando.

O segundo golpe veio logo aos cinco minutos. Após cruzamento de Marcinho, a bola atravessou a área e encontrou Castro livre para empurrar para as redes.

Era o 2 a 0.

Era o empate no placar agregado.

Era a confirmação de que o Anápolis começava a sentir o peso da pressão.

Quando os campeões aparecem

A partir daí, a partida entrou naquele território reservado às grandes decisões.

O relógio avançava.

O nervosismo crescia.

A tensão tomava conta do estádio.

Mas os campeões costumam encontrar soluções quando a pressão atinge o limite.

E o Paysandu encontrou.

Ítalo escreve seu nome na final

Aos 40 minutos, Kleiton Pego avançou pela esquerda e encontrou Ítalo dentro da área.

O camisa 9 apareceu onde os artilheiros costumam aparecer.

Empurrou para as redes.

Fez o terceiro.

Fez o gol da virada no agregado.

Fez o Mangueirão explodir.

O título, naquele momento, já tinha endereço.

Mas ainda faltava um detalhe.

O golpe final

Nos acréscimos, novamente ele.

Ítalo.

Outra vez decisivo.

Outra vez letal.

Outra vez decisivo em uma noite que parecia destinada aos grandes personagens.

O quarto gol transformou a vitória em goleada.

Transformou a virada em espetáculo.

Transformou a conquista em uma afirmação.

O dono da Copa Verde

Quando o árbitro encerrou a partida, o que se viu foi uma explosão de emoção nas arquibancadas, no gramado e em cada canto do Mangueirão.

O Paysandu não apenas conquistou mais um título.

O Paysandu reafirmou sua soberania.

Reafirmou sua tradição.

Reafirmou sua força em decisões.

Depois da Copa Norte, veio a Copa Verde.

Depois da derrota em Goiás, veio a resposta em Belém.

Depois da dúvida, veio a certeza.

A Copa Verde tem dono.

E mais uma vez o dono veste azul e branco.

WhatsApp
Facebook
Twitter

+ Notícias