O Mangueirão testemunhou mais uma noite para entrar na história do Paysandu. Quando a bola rolou, o Papão precisava reverter uma desvantagem de dois gols contra o Anápolis. Noventa minutos depois, o que se viu foi uma demonstração de força, personalidade e imposição de um time que parece ter feito da Copa Verde a sua casa.
Empurrado por uma multidão bicolor, o Paysandu goleou o Anápolis por 4 a 0 na noite deste domingo (7) e conquistou o hexacampeonato da Copa Verde. Uma virada construída com autoridade, suor e futebol.
O maior campeão do torneio acaba de ficar ainda mais distante dos concorrentes.
Um Mangueirão que acreditou do início ao fim
Poucas vezes o estádio pareceu tão conectado ao time quanto nesta decisão.
Desde os primeiros minutos, o Paysandu jogou como quem sabia exatamente o que precisava fazer.
Não havia espaço para ansiedade. Não havia desespero.
Havia pressão.
Havia intensidade.
Havia um time disposto a transformar uma missão difícil em uma noite histórica.
Antes dos cinco minutos, o Papão já havia criado três oportunidades claras de gol, mostrando que a derrota em Goiás tinha ficado para trás.
Kleiton acende o pavio da remontada
O gol que a torcida tanto esperava chegou aos 40 minutos do primeiro tempo.
Marcinho encontrou Kleiton Pego, o atacante dominou e bateu firme para vencer Ravel.
O grito preso na garganta explodiu no Mangueirão.
A vantagem construída pelo Anápolis começava a desmoronar.
Castro coloca fogo na decisão
O segundo tempo começou exatamente como o primeiro terminou: com o Paysandu atacando.
O segundo golpe veio logo aos cinco minutos. Após cruzamento de Marcinho, a bola atravessou a área e encontrou Castro livre para empurrar para as redes.
Era o 2 a 0.
Era o empate no placar agregado.
Era a confirmação de que o Anápolis começava a sentir o peso da pressão.
Quando os campeões aparecem
A partir daí, a partida entrou naquele território reservado às grandes decisões.
O relógio avançava.
O nervosismo crescia.
A tensão tomava conta do estádio.
Mas os campeões costumam encontrar soluções quando a pressão atinge o limite.
E o Paysandu encontrou.
Ítalo escreve seu nome na final
Aos 40 minutos, Kleiton Pego avançou pela esquerda e encontrou Ítalo dentro da área.
O camisa 9 apareceu onde os artilheiros costumam aparecer.
Empurrou para as redes.
Fez o terceiro.
Fez o gol da virada no agregado.
Fez o Mangueirão explodir.
O título, naquele momento, já tinha endereço.
Mas ainda faltava um detalhe.
O golpe final
Nos acréscimos, novamente ele.
Ítalo.
Outra vez decisivo.
Outra vez letal.
Outra vez decisivo em uma noite que parecia destinada aos grandes personagens.
O quarto gol transformou a vitória em goleada.
Transformou a virada em espetáculo.
Transformou a conquista em uma afirmação.
O dono da Copa Verde
Quando o árbitro encerrou a partida, o que se viu foi uma explosão de emoção nas arquibancadas, no gramado e em cada canto do Mangueirão.
O Paysandu não apenas conquistou mais um título.
O Paysandu reafirmou sua soberania.
Reafirmou sua tradição.
Reafirmou sua força em decisões.
Depois da Copa Norte, veio a Copa Verde.
Depois da derrota em Goiás, veio a resposta em Belém.
Depois da dúvida, veio a certeza.
A Copa Verde tem dono.
E mais uma vez o dono veste azul e branco.










