A derrota para o Santos deixou o Remo em uma situação que chama atenção também quando os números são colocados lado a lado com a campanha do Paysandu na temporada passada.
Após 28 rodadas do Brasileirão, o Leão soma 23 pontos e está oito pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento. Na mesma altura da Série B de 2025, o Papão tinha 22 pontos e também estava oito pontos distante da zona de segurança.
O paralelo não significa que os desfechos serão necessariamente iguais, são competições, temporadas e contextos diferentes. Mas a fotografia da tabela chama atenção: o Remo chegou à 28ª rodada com uma campanha muito próxima daquela apresentada pelo Paysandu no momento em que o rival caminhava para o rebaixamento.
Um ponto separa as duas campanhas
A diferença na pontuação é mínima.
O Remo atual tem 23 pontos em 28 jogos, enquanto o Paysandu de 2025 havia chegado à mesma rodada com 22.
Mais importante do que a pontuação isolada, porém, é a distância para a zona de segurança. Nos dois casos, eram oito pontos de diferença para o primeiro clube fora do Z-4.
É justamente esse dado que torna a comparação relevante.
O Remo ainda tem partidas pela frente para tentar modificar completamente esse cenário, mas precisa transformar rapidamente a sequência negativa em pontos para diminuir a distância.
Remo precisa reagir antes que a conta aperte
A derrota para o Santos também marcou a estreia de Thiago Carpini no comando azulino.
O treinador assumiu a equipe após a saída de Léo Condé e teve pouco tempo para trabalhar antes do confronto no Mangueirão. A mudança de comando, porém, ainda não conseguiu produzir uma reação no resultado.
Com 23 pontos, o Remo permanece na parte de baixo da tabela e vê a diferença para os adversários aumentar a importância de cada rodada.
O cenário exige uma recuperação consistente. Não basta apenas interromper a sequência de derrotas: o Leão precisa começar a acumular vitórias para transformar a matemática da permanência.
O passado recente do rival virou parâmetro
O Paysandu terminou 2025 rebaixado após uma campanha complicada na Série B. Na 28ª rodada daquela competição, o Papão tinha 22 pontos e ocupava uma situação muito semelhante em relação à zona de segurança.
Agora, quase um ano depois, o rival aparece como referência involuntária para dimensionar o tamanho do problema enfrentado pelo Remo.
A comparação, porém, termina nos números.
O Remo ainda tem seu próprio caminho pela frente e pode construir um desfecho completamente diferente. O que os números mostram neste momento é apenas uma fotografia preocupante: 23 pontos, 28 partidas e oito pontos para buscar até o primeiro posto fora do Z-4.
E, a partir daqui, cada rodada passa a valer ainda mais.










