O técnico Léo Condé reconheceu que o Remo precisa urgentemente corrigir os problemas defensivos após a derrota por 3 a 2 para o Coritiba, nesta segunda-feira (31), no Mangueirão. Apesar do resultado negativo, o treinador destacou o domínio azulino em boa parte da partida, mas admitiu que a equipe tem sofrido gols que estão custando pontos importantes na luta contra o rebaixamento.
A derrota foi especialmente dolorosa porque o Remo chegou a virar o jogo depois de sair atrás no placar. A equipe criou diversas oportunidades, pressionou o adversário e teve amplo volume ofensivo, mas acabou sofrendo o terceiro gol em uma transição rápida do Coritiba.
Remo dominou, mas voltou a sofrer com a defesa
Na avaliação de Léo Condé, o primeiro tempo do Remo foi próximo da perfeição, com a equipe criando oportunidades pelos dois lados do campo e chegando com frequência ao ataque.
O problema, segundo o treinador, voltou a aparecer na defesa.
“O que a gente tem que fazer é estabilizar, parar de sofrer gols.”
Condé destacou que o Remo está entre as equipes que mais produzem ofensivamente no campeonato, mas não consegue transformar esse desempenho em resultados justamente pela quantidade de gols sofridos.
Contra o Coritiba, o time azulino finalizou muitas vezes, muito mais que o clube paranaense e marcou dois gols. O adversário, por outro lado, teve cinco finalizações e balançou as redes três vezes.
“É claro que hoje a gente finaliza 30 bolas em direção ao gol e faz dois gols. O adversário chega cinco e faz três gols. Falar o quê?”, questionou o treinador.
Bola aérea volta a preocupar
Um dos principais problemas apontados na coletiva foi a dificuldade do Remo para defender bolas paradas. O primeiro gol do Coritiba saiu justamente em uma jogada de escanteio.
Condé revelou que o setor vem sendo trabalhado durante os treinamentos e que mudanças de posicionamento já foram realizadas, mas reconheceu que a equipe voltou a falhar.
Segundo o técnico, o segundo gol também ocorreu após uma jogada confusa, enquanto o terceiro nasceu de uma transição depois de uma defesa do goleiro do Coritiba em uma finalização azulina.
Para Condé, o momento exige atenção especial ao sistema defensivo.
“A gente já mudou o posicionamento, a gente treina. Continuar treinando, não tem outro caminho que não seja treinar”, afirmou.
Treinador explica substituições e aposta no ataque
Léo Condé também explicou por que decidiu deixar o Remo ainda mais ofensivo nos minutos finais.
Depois de sofrer o segundo gol, o treinador optou por colocar jogadores de características ofensivas, repetindo uma estratégia que havia utilizado contra o Internacional, em Porto Alegre.
A ideia era manter um volante mais fixo e colocar jogadores pelos corredores para explorar o fato de o Coritiba ter recuado e formado uma linha com três zagueiros.
“Hoje a gente tinha que arriscar e tentar buscar essa vitória”, explicou.
Para o treinador, naquele momento a equipe ainda estava organizada e tinha condições de buscar o terceiro gol. O problema aconteceu justamente quando o Remo perdeu uma oportunidade e acabou sofrendo o contra-ataque que definiu a partida.
Léo Condé defende trabalho e deixa avaliação nas mãos da diretoria
Questionado sobre a pressão que aumentou após a derrota e sobre a possibilidade de seu trabalho ter chegado ao limite, Léo Condé foi direto: a decisão sobre seu futuro não cabe a ele.
“Quem tem que responder é a diretoria”, afirmou.
O treinador, entretanto, fez questão de defender sua trajetória e o trabalho realizado no Remo. Condé lembrou que chegou ao clube em um cenário considerado desafiador, com a necessidade de montar praticamente um novo elenco e após um início complicado de Série A.
Ele também ressaltou os resultados obtidos ao longo dos últimos anos da carreira e afirmou ter convicção sobre o trabalho desenvolvido diariamente no clube.
“Eu tenho bastante convicção do que eu estou fazendo”, declarou.
Remo segue pressionado na luta contra o rebaixamento
A derrota para o Coritiba aumenta a pressão sobre o Remo justamente em um momento em que o clube tinha a oportunidade de deixar a zona de rebaixamento.
Condé reconheceu o peso do cenário, mas destacou que a equipe conseguiu competir de igual para igual com diferentes adversários ao longo da competição.
O treinador também rejeitou a avaliação de que o Remo seja uma equipe totalmente reativa e citou partidas contra Vitória e São Paulo como exemplos de jogos em que o time conseguiu atuar de maneira mais agressiva.
Apesar da defesa do trabalho, Condé reconheceu que, neste momento, o desempenho precisa ser transformado em pontos.
O Remo criou, pressionou e chegou a virar contra o Coritiba. Mas, novamente, saiu de campo derrotado por erros defensivos. Para Léo Condé, o caminho para mudar esse cenário passa por uma correção urgente no setor que mais tem castigado o time.
E, diante da pressão que cresce fora de campo, o futuro do treinador agora está nas mãos da diretoria.










