A situação do Remo ficou ainda mais preocupante na matemática do Campeonato Brasileiro. Após 26 rodadas, o Leão aparece com 94,1% de probabilidade de rebaixamento, de acordo com o Chance de Gol, site brasileiro especializado em estatísticas e cálculos de probabilidades no futebol.
O número assusta, mas não significa que o destino do clube esteja definido. Ainda restam 12 partidas, e a distância para deixar a zona de rebaixamento é de cinco pontos: o Remo soma 23, enquanto o Mirassol, atual 16º colocado e primeiro time fora do Z-4, tem 28.
O problema está justamente no conjunto da obra. Além de precisar recuperar essa diferença, o Leão terá pela frente uma sequência que mistura confrontos contra equipes da parte de cima da tabela, adversários da parte intermediária, além de confrontos diretos com os de baixo da tabela.
A tabela mostra que ainda existe caminho
Embora esteja na vice-lanterna, o Remo ainda tem equipes ao seu alcance na luta pela permanência.
O Vasco aparece em 17º, com 25 pontos, enquanto o Internacional é o 18º, também com 25. Acima deles estão Mirassol e Grêmio, ambos com 28 pontos, embora o time gaúcho tenha disputado apenas 25 partidas.
É justamente essa faixa da classificação que o Remo precisa alcançar. Para deixar o Z-4, o Leão terá que superar pelo menos uma dessas equipes e, ao mesmo tempo, construir uma campanha muito mais eficiente nas 12 rodadas restantes.
É aí que os 94,1% apresentados pelo Chance de Gol ganham peso. A projeção considera o cenário atual da competição e coloca o Remo em uma situação estatisticamente muito difícil.
Próximos 12 jogos terão peso enorme
O calendário que resta ao Remo também ajuda a dimensionar a missão.
O Leão começa a sequência contra o Bahia, atual quinto colocado, fora de casa. Depois, terá Santos e Grêmio em Belém, antes de visitar o Vasco.
Na sequência, encara o Bragantino em casa e o Cruzeiro fora. Depois vêm Botafogo, Palmeiras, Chapecoense, Athletico-PR, São Paulo e Corinthians.
A distribuição é equilibrada em relação ao mando: seis jogos serão em Belém e outros seis fora de casa.
Mas o nível dos adversários torna a caminhada particularmente exigente. O Remo terá que visitar equipes que hoje estão entre as primeiras colocadas, como Bahia, Palmeiras e Athletico-PR, além de enfrentar o Cruzeiro longe de Belém.
Por outro lado, haverá confrontos em Belém contra Santos, Grêmio, Bragantino, Botafogo, Chapecoense e Corinthians, partidas nas quais o Leão precisará fazer valer o mando para construir sua recuperação.
O Remo precisa contrariar a matemática
A projeção do Chance de Gol é um alerta, não uma sentença.
O Remo ainda tem 12 rodadas para mudar os números e, principalmente, mudar a própria situação na tabela. Para isso, não basta esperar que os concorrentes percam pontos. O time azulino precisa fazer a sua parte e transformar as próximas partidas em uma sequência de resultados positivos.
A margem de erro, porém, ficou pequena.
Com 23 pontos, o Leão está cinco pontos atrás do Mirassol, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e precisa começar a reduzir essa diferença antes que os concorrentes se distanciem.
A primeira oportunidade será na segunda-feira (14), contra o Bahia, às 20h, na Arena Fonte Nova.
A matemática hoje aponta 94,1% de risco. Ao Remo, restam 12 capítulos para tentar provar que ela pode estar errada.









