O Remo vive um momento de transformação. Com milhares de torcedores pelo Pará e Brasil, o clube sabe que não basta apenas jogar bem em campo: a gestão financeira precisa ser clara e eficiente para garantir sustentabilidade.
No balanço referente a 2024, divulgado recentemente, o clube registrou um déficit de R$ 13 milhões. Em entrevista exclusiva ao portal DOL, o CEO André Alves explicou os motivos e como o clube está reagindo.
Segundo ele, o maior impacto veio da combinação entre gastos com o elenco profissional, encargos trabalhistas e dívidas antigas. “Além disso, disputar a Série C exige logística complexa, com viagens longas e custos elevados, sem o suporte de receita de TV. Isso pressionou bastante nosso orçamento”, afirmou.
Mesmo diante do déficit, o clube garante que não se trata de prejuízo ou dívida, mas sim de um desvio em relação ao orçamento previsto — algo considerado natural para clubes que passam por divisões de menor receita.
Transformando desafios em oportunidades
A principal mudança no Remo tem sido a nova mentalidade de gestão. André Alves explica que o clube passou a enxergar atletas, técnicos e profissionais como ativos estratégicos. Com contratos mais estruturados e negociações planejadas, o clube consegue gerar receitas que antes eram desperdiçadas.
“Hoje não perdemos jogadores, técnicos ou dirigentes sem retorno. Cada negociação é pensada para trazer benefício financeiro e valorizar ainda mais a marca do clube”, disse o CEO.
O objetivo é claro: reduzir a dependência da bilheteria e diversificar as fontes de receita, garantindo sustentabilidade mesmo diante de desafios financeiros.
Rumo a um futuro mais sólido
O Remo mostra que é possível conciliar tradição com gestão moderna. Com foco em planejamento, segurança jurídica e aproveitamento estratégico de profissionais, o clube busca equilibrar finanças e desempenho em campo, preparando-se para crescer de forma sólida na Série B.










